quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Idas e Vindas

Não me perguntem porque eu desapareço... Simplesmente eu “dou um tempo” de escrever, assim como dou paro de pintar, de cantar. de ler... mas a vida não para e nesse “não para” eu faço outras coisas. Me dou ao luxo de sair mais ou simplesmente ficar em casa vendo TV. Muitas coisas aconteceram nos dias em que eu não escrevi. Peguei férias e viajei para Curitiba. Aproveitei e dei um “pulinho” na praia, aliás, não aproveitei nada porque choveu os 4 dias em que fiquei lá. Fomos à fazenda e lá sim nos divertimos. Sempre é prazeroso ir para a casa da tia Joana e do tio Mauro. São pessoas maravilhosas que nos recebem super bem. Passamos também em BH e lá pude rever a família do Nilson e felizmente, todos estão bem. Minha família também está bem. No Natal, tive a grata surpresa de rever meus irmãos. A família reunida, quase cinquenta pessoas e o melhor... numa paz que fazia gosto de ver. No almoço de domingo a paz meio que tirou uma folgazinha, mas nada que não seja “normal” entre as melhores famílias. Voltei para Macapá com trinta dias de férias intactos ainda. Meus primeiros dias foram de dona de casa, Deus do céu como eu penei: Se lavava a roupa não arrumava a casa, se arrumava a casa não fazia o almoço, se fazia o almoço e arrumava a casa não mexia com a roupa... dias difíceis. Nos meados do mês minha secretaria voltou e eu pude desfrutar minhas férias fazendo: Nada! Isso mesmo, ia para a loja, ficava a toa o dia todo e voltava para casa. Descansando verdadeiramente. Voltar ao trabalho e a minha rotina foi bom... eu precisava disso. E agora, os dias vão passando e eu espero que o ânimo de escrever volte... tenho muito que falar!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Falar e calar na hora certa!


Finalmente a maturidade está me trazendo bons frutos. Antigamente a rainha da explosão era eu mesma! Não engolia desaforos, não me “humilhava”, não calava. Hoje não. Falo. Continuo quase a mesma, mas com uma diferença: procuro falar e calar na hora certa. Se acontece alguma coisa que me deixa chateada, na hora procuro manter a calma e sobretudo a boca fechada, mas depois, quando os ânimos serenam...aguente! Falo mesmo! Mas falo com “classe”, com uma calma surpreendente! Isso prova que a idade “avançada” traz mais do que reumatismo, artrose, artrite e tantos outros “ites””. Provei isso hoje. Meu “coleguinha” amanheceu estressadinho. Acho que a namorada dormiu de calça jeans ou ele está entrando na andropausa e gritou comigo. É aquilo que sempre falo: Não adianta querer descontar nossos problemas nos outros...irremediavelmente vamos atingir alguém que não tem nada a ver com nossas mal fadadas histórias. Quando o colega gritou, sem motivo aliás, calada estava, calada fiquei. Não achei que valesse a pena me estressar. A semana começando...estamos apenas na segunda. O dia inteiro pela frente e porque eu deveria me apoquentar com um energúmeno que acordou azedo? Nesse dia estou tranquila e relevei... Mas nunca se sabe o dia de amanhã... ah o dia de amanhã. Me aguarde “bonitinho”... Quem viver verá! R.R.A .
*Rolando de Rir Aqui

terça-feira, 2 de outubro de 2012

The Voice Brasil Não pode ter “tribufú”

Lulu Santos: O LINDO!
Assisti pela primeira o programa The Voice Brasil da Globo, segundo domingo de apresentação e gostei. Gostei muito mesmo. Produção perfeita. Cenário divino. Músicos impecáveis! Infelizmente não posso deixar de comentar... Admiro o Lulu Santos e confesso que sou, ou era, fã dele há “séculos”. Sei todas ou quase todas as músicas dele e a minha adolescência tem muitas histórias ligadas a discografia dele. Ouvir a frase que ele soltou no The Voice Brasil me surpreendeu. Primeiro porque acho que saiu do objetivo do programa... Qual o problema em ter uma pessoa que canta maravilhosamente bem apesar de ser desprovida da “beleza” conceitual? Talvez tenha até sido esse comentário que fez a candidata escolher o Carlinhos Brown. Achei a fala do Lulu fora de lugar, e tempo e espaço. Acredito que muitas pessoas devem ter feito algum tipo de comentário com ele sobre a frase. Ou será que não? Será que as pessoas que cercam as celebridades não falam o que pensam? Será que o fato da pessoa ser um artista famoso e conceituado a libera de críticas? Pois bem, não sou uma mulher bonita aos conceitos do Sr. Lulu Santos e se eu tivesse uma voz poderosa e quisesse participar do programa, depois do comentário infeliz dele, já me sentiria desmotivada. Talvez o Lulu não tenha entendido a ideia do programa que é escolher a voz independente da beleza...Fica mais uma vez claro que, ou a Globo inventou um programa que só existe na formatação, ou o Lulu falou sem pensar. Supomos que o Lulu tivesse gostado da voz e a garota realmente fosse um “tribufú”: Ele a deixaria de lado? Outro jurado que ficasse com a “feiosa”? Oh Lulu... escolhe as feias também. Nós também podemos ser grandes cantoras, atrizes, musicistas, esposas, amantes... MULHERES! Acredito que na família do Lulu não tem mulher feia... A esposa é linda, as filhas, irmãs, primas, tias... e olhe lá se todas as amigas dele não forem lindas também. Ele deve fazer uma seleção automática em seu círculo de convivência: Essa é linda: DENTRO! Essa é “tribufú”: FORA! Bom...como sou uma feia assumida e defensora de todas as feias do mundo, fiquei triste. Mas triste, não por ele não gostar de nós “feinhas”... Fiquei triste de ver uma pessoa tão inteligente e politizada abrindo a boca pra falar uma besteira tão grande e tão sem conserto. Pensem e repensem. Beijos da Feia.

Confira o comentário na íntegra: 
"Você tem aura de estrela. A gente pode virar e ter um tribufu aqui na frente, o que não é seu caso", disse ele, emocionando Mira. Todos os jurados viraram a cadeira para ela. "Eu vim para cá pensando em um cara, mas agora vou escolher o Carlinhos Brown", finalizou a cantora.

O acidente feio da Feia

O Fiat Strada com cinco ocupantes

Um close do Fiat Strada... observe o condutor preso nas ferragen
Veículo Causador do acidente
Olhe o tamanho do estrago do Strada
Uma das rodas atingiu o veículo que eu vinha e ele chocou-se com o Strada
Dia 30/09, domingo, eu voltava para Laranjal do Jari depois de um final de semana maravilhoso em Macapá. Eu vinha com um trasporte alternativo, os conhecidos “piratas”, quando fomos envolvidos em um horrível acidente. Um corsa com cinco pessoas, todas aparentemente alcoolizadas vinha no sentido Macapá quando chocou-se com um veículo Fiat Strada, também com cinco passageiros. Nós vinhamos a uns 50 metros de distância da Strada e quando os dois carros chocaram-se, fomos atingidos pela roda e acabamos envolvidos diretamente no acidente. Nossa! Acontece tudo muito rápido. Não dá tempo de pensar em nada. Pior é ver a coisa acontecendo e não poder fazer nada. Quando os carros finalmente pararam, vi que não tinha me machucado, apenas uma batida pequena na perna esquerda e alguns hematomas no braço, verifiquei que os outros 4 passageiros também estavam bem. Imediatamente desci do carro e corri para ver e tentar socorrer os passageiros dos outros carros. Na Strada tinha uma senhora de aproximadamente 70 anos, uma criança de nove anos, uma mulher e dois senhores na faixa dos 50 anos. A criança chorava assustada e a mãe, aparentemente tinha alguma fratura na bacia pois não conseguia andar e sentia fortes dores. O motorista da Strada ficou preso nas ferragens e nós o aconselhávamos o tempo todo a manter-se imóvel. No carro que provocou o acidente, apesar das pessoas não estarem tão machucadas, elas permaneciam imóveis, parecia que não conseguiam raciocinar direito ou atentar para o que tinha acontecido. O condutor, visivelmente embriagado sangrava, porém não se movia. Alguns carros que passavam no local prestaram socorro e os feridos foram encaminhados para Macapá. O senhor da Strada continuava preso nas ferragens e Deus mandou que naquele exato momento passasse um médico naquele lugar. O médico desceu, examinou o homem e sentenciou: __ Temos que retirá-lo imediatamente das ferragens pois ele está com hemorragia interna. A partir daí, começou-se uma “luta” para vencer a dureza do ferro e libertar o pobre. Ele gritava de dor e o médico pedia calma. Arrancaram o banco do passageiro e finalmente conseguiram retirá-lo. Ele foi encaminhado imediatamente para Macapá e eu espero, sinceramente que ele esteja bem. Peguei carona para Laranjal do Jari com o gerente do Banco do Brasil de Monte Dourado. Vocês acreditam que o pneu furou? Vocês acreditam ainda que a bateria descarregou e nós ficamos no “prego”. Mas apareceu uma alma caridosa e nos ajudou. Aliás... Deus sempre coloca anjos nos nossos caminhos para nos abençoar, não é? Com tudo isso, você deve estar se perguntando se eu não estou com “azar”. Primeiro... não acredito em azar... segundo: Fui abençoada por não ter me machucado, tendo em vista a gravidade do acidente. Sou sim uma abençoada, uma protegida e amada do Senhor. Agradeço as orações constantes dos familiares e amigos, tenho certeza que elas são as responsáveis pela minha proteção divina. Beijos da Feia.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mais uma sobre "amigos da onça"


Se você me ligar e na hora eu não puder atender por algum motivo, eu retorno a ligação. Juro! Graças a Deus tenho essa consideração com as pessoas. Ontem, 20/09, eu precisava muito falar com uma pessoa, o assunto era importante e versava sobre algo que poderia me prejudicar profissionalmente. Liguei umas quatro vezes e a pessoa não atendeu, pensei: Deve estar na academia ou no banho. Já sei: Vou mandar mensagem de texto. Mandei duas vezes a seguinte mensagem: Preciso de você! Pensei que com uma mensagem assim ele se tocaria que a coisa poderia ser realmente séria, até porque não tenho o hábito de ficar ligando a toa para as pessoas. Conversas e bate papo no telefone ficaram para trás na minha adolescência. Agora sou prática e rápida. Falo o necessário e indispensável e pronto. Como a pessoa ignorou minhas ligações e meu pedido de ajuda, pensei num plano B... Liguei para outra pessoa que não só me atendeu como resolveu o meu problema e com isso me ajudou imensamente. Isso tudo me levou a uma reflexão profunda sobre o ocorrido. Hoje joguei uma indireta bem direta para a pessoa: Falei:__ Poxa, tentei te ligar, mandei mensagem e você, nada. Se fosse um caso de vida ou morte eu estava morta!! Não sei se é porque estou sempre disponível para as pessoas, espero que a recíproca seja verdadeira. Coitada de mim, querer que as pessoas sejam iguais. Mas confesso que fiquei extremamente chateada com o “colega”, que aliás... nem sei mais se o termo “colega” se aplica. Ele se intitulava meu amigo... Quem sabe o termo “amigo da onça” soe melhor. Mas como diz o “velho deitado”: Um dia da caça outro do caçador. É só uma questão de tempo. Quem viver verá! Sempre digo que não sei fingir ou ser falsa. Vou ficar com a cara fechada com ele sim! Até esquecer. Quem me conhece sabe da minha dificuldade de perdoar, ainda mais se a pessoa nem pede. *risos

Não poderia deixar de agradecer ao Gleidson Abud, que mesmo ocupado se dispôs a me ajudar em algo que, se ele quisesse, poderia alegar ou impor inúmeras dificuldades.
Cara, você é DEZ. Conte comigo sempre.

Vivendo e aprendendo:

De onde vem o termo “Amigo da Onça”???
O Amigo da Onça é um personagem criado por Péricles de Andrade Maranhão (14 de agosto de 1924 - 31 de dezembro de 1961) e publicado pela primeira vez na revista O Cruzeiro em 23 de outubro de 1943.
Satírico, irônico e crítico de costumes, o Amigo da Onça aparece em diversas ocasiões desmascarando seus interlocutores ou colocando-os nas mais embaraçosas situações.
O famoso personagem foi criado pelo cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão, em 1943, e publicado de 23 de outubro de 1943 a 3 de fevereiro de 1962. Os diretores da revista O Cruzeiro queriam criar um personagem fixo e já tinham até o nome, adaptado de uma famosa anedota.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Coquetel de Natal * Coisas de Lú


No Natal do ano passado eu quis fazer uma “festinha” em casa para os colaboradores e amigos da Comape (nossa empresa). Como moro na maior parte do tempo em Laranjal do Jari indo somente aos finais de semana para Macapá, tive que me programar para organizar tudo ou quase tudo por telefone. Como parte da “festinha” comprei alguns presentes anteriormente para serem sorteados. Encomendei os salgados e as tortas.Preparei pastinhas e comprei paezinhos diversos. Fiz questão de que fosse tudo da melhor qualidade e era. Cheguei em Macapá sábado de manhã e às 19h, depois de muito trabalho, estava tudo pronto. Decorei a área, arrumei as mesas, todas com toalhas, ficou tudo muito bonito. Selecionei boas músicas. De tudo tinha muito. Quem bebia, bebia. Tudo estava bem farto. Quanto já eram quase dez da noite, a esposa de um dos mecânicos vira pra mim e pergunta: __Vai demorar muito pra servir o jantar? Acho que fiquei pálida nessa hora. Não sabia onde enfiar a cara! Falei baixinho: __ Não fiz jantar, só preparei o coquetel mesmo. Queria que o assunto terminasse ali, quietinho, pianinho, mas ela não... Em voz um pouco mais alta falou: __ É que é costume daqui servir os salgadinhos e depois servir o jantar. Me desculpei com todos, explicando que tinha chegado no sábado mesmo e que o tempo para preparar um bom jantar seria curto. Falei pra ela que tinha ainda muito salgado e torta, ao que ela me respondeu que estava “cheia” que não tardaria em ir embora.
Ainda não entendi... Se ela estava satisfeita ou “cheia”, como disse, pra que ela queria jantar??? *Rindo aqui

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bipolar *coragem de assumir


Pelo menos foi esse o diagnóstico que meu médico me apresentou. Tomando goles de coragem, quero dizer para vocês como é mais ou menos ser bipolar e o que sinto quando estou "doente": Sinto aflição e embora tudo pareça tranquilo, dentro de mim geram-se turbilhões, centenas de pequenos abalos sísmicos que mexem com a minha estrutura e me incomodam, me sufocam e me corroem. Não tenho ânimo para nada, tenho vontade de me ferir e o que ainda me “sustenta” é minha família e meu trabalho. Minha psicoterapeuta olha para mim e me pergunta: __ E agora? Volto-me para ela e repito a pergunta. E agora? Como vou saber? Tudo por fora parece perfeito, mas o meu interior teima em desmentir o que foi dito antes. Minha concentração fica baixíssima após os medicamentos, que não são poucos, tenho que fazer as coisas importantes antes dos remédios, porque depois... já era! Sinto dores terríveis por causa da fibromialgia, perco coisas, esqueço rapidamente, me disperso e pareço sempre “dopada”. Meu maior medo hoje é perder de vez a lucidez. Juro! Às vezes me pego pensando como seria se isso acontecesse. Já vi pessoas que andam nuas na rua e são vítimas de maldosos, pessoas sem escrúpulos que se divertem com a insanidade alheia. Sei que minha família não permitiria que eu chegasse a esse ponto. Talvez me internassem em uma boa clínica, o que não me tiraria o status de “louca”. A mim a loucura e a lucidez nesse momento me parecem tão próximas que nem sei onde começa uma e termina outra. Vejo bichos de manhã... eles não se mechem. São grandes. Ficam ali... paradinhos até desaparecerem lentamente. Não tenho medo. Eles nem me assustam nem me incomodam. Vou falar com minha médica, deve ser efeito de um dos medicamentos que tomo. O que mais me incomoda não são os “bichos” que vejo toda manhã, mas sim as pessoas que me rodeiam... imagine como elas reagiriam ou como irão reagir quando lerem algo tão profundo e verdadeiro como o que estou escrevendo...Na verdade... Acho que é um desabafo! Acho que o primeiro impulso é o afastamento, talvez por medo, por desconhecerem a doença e seus vários níveis. Por favor não se afastem, não sumam, só estou passando por uma “chuva” ou pequena tempestade. Vai passar. Eu sei.... Não vou matar ninguém. Juro! O único risco que corro é de fazer mal a mim mesma.Vou sair dessa crise assim como saí de outras antes e tudo voltará ao normal. Normal? E quem disse que o NORMAL existe? * risos * Beijos da Feia.

Saiba mais:



terça-feira, 26 de junho de 2012

Cada um de nós tem uma área da vida mal resolvida

Dicas para seu desenvolvimento humano. Essa frase me chamou a atenção no site da UOL, no endereço http://www2.uol.com.br/vyaestelar/autoconhecimento_rs.htm  Amei o texto do Roberto Shinyashiki. Acho que tem tudo a ver com minhas crônicas e com o que penso da vida. Algumas coisas preciso aperfeiçoar em mim, mas quem não precisa? Estou em uma busca incessante e incansável pelo viver bem. Espero que vocês tenham gostado da minha escolha, não tenho o hábito de  textos alheios, mas esse achei que vale a pena compartilhar. Beijos da Feia.


 Cada um de nós tem uma área da vida que necessita ser cuidada com mais atenção.Se alguma parte de sua vida anda aborrecida e sem sal, é sinal de que precisa ser mais bem cuidada. Fique atento ao sinal de alerta da mudança: ele toca sempre que substituímos a alegria de viver pela preocupação. E a fluidez pela tensão. Nesses momentos, você tem de tirar o barco do porto e colocá-lo no mar, rumo a um novo mundo. É claro que ninguém pode comprar a alegria de viver na padaria da esquina. Temos de aprender a conquistá-la. As lições estão dentro de nós. Precisamos ser professores e alunos de nós mesmos. Na Índia, os mestres dizem que a diferença entre alguém que está com câncer e alguém com dor de cabeça depende da intensidade da aula de que a pessoa está precisando. Na vida, quanto mais teimoso for o aluno, mais as aulas serão dolorosas. Quanto menos o aluno aprender, mais a vida vai bater pesado para que acorde e aprenda. A escola da vida funciona assim. Se a pessoa está insatisfeita e fica em casa reclamando da sina em vez de tentar mudá-la, vai se tornar cada vez mais angustiada, arrumar uma úlcera ou uma depressão. Ela tem a ilusão de se acostumar com a dor, mas o pior é que a dor não para de aumentar. A alegria de viver fica tão inacessível quanto o pico do Everest.
Negar uma necessidade nunca foi boa solução. O problema vai continuar até a pessoa se convencer de que precisa sair daquela situação e começar algo novo. Essa é a lição que está fazendo falta. Quando nos recusamos a aprendê-la, o problema se agrava. Muitas vezes, as pessoas insistem em comportamentos que dão resultados negativos e depois reclamam. Não percebem que reclamar é inútil e que a única saída é analisar a situação e buscar solucioná-la. Fazer as mesmas coisas e esperar que os resultados mudem é acumular sofrimento. Isso nos deixa amargos. Na vida, nós somos problema ou solução. Se formos parte do problema, ninguém vai gostar de ficar ao nosso lado. Se formos solução, conseguiremos fazer com que os outros tenham vontade de estar conosco e nos ajudar. O psicanalista americano Erick Ericsson disse que por volta dos 50 anos as pessoas se encontram numa encruzilhada existencial, entre a amargura e a sabedoria. Aquelas que aprenderam a viver conquistam a maturidade. Quem aprendeu a simplificar a vida desfruta cada dia com alegria. Quem só aprendeu a reclamar de tudo, terá de aguentar o peso da vida por mais algum tempo. Roberto Shinyashiki.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Motocicleta Indiscreta * Coisas de Lu


De vez em quando gosto de contar causos curiosos e/ou engraçados que acontecem comigo. Sempre que conto essa história para alguém, além das risadas, as pessoas me perguntam: tá no blog? Não estava. Atendendo a pedidos, a partir de agora está. Em setembro de 2008 fui a um passeio à Cachoeira de Santo Antônio, sofri um pequeno acidente e quase rompi o ligamento do joelho. Ao todo, foram 40 dias no “estaleiro” fazendo fisioterapia e com a perna imobilizada. Para não “incomodar” o Nilson, decidi que iria para a clínica fisioterápica de mototáxi. Pegar uma moto para mim não era tão simples... Para não chamar a atenção eu escolhia uma moto grande e um piloto pequeno. Imagine a cena: uma moto pequena e um mototaxista gordo e eu grandona com a perna tesa... Seria cômico se não fosse trágico e chamaria muito a atenção. Certo dia eu estava esperando que um abençoado mototaxista com as qualificações necessárias aparecesse, e depois de passarem vários pretensos candidatos que eu achei inadequados, lá vinha a moto “ideal”: Ela grande e o piloto magro. Fiz sinal, não sem antes observar que a moto tinha um objeto estranho na frente. Conversei com o “moço”, falei o endereço e acertei o preço, coloquei o capacete e subi “bem faceira”. Quando entramos em movimento foi que fiz a “triste” constatação de que, o que eu considerava um objeto estranho, era na verdade uma mini caixa de som. Isso mesmo que você está lendo: UMA CAIXA DE SOM. Imediatamente o “gentil” homem colocou uma música para, quem sabe, querer me agradar. A música pra mais específica era um bolero. Meus Deus! A tal engenhoca ecoava em alto e bom som um bolero, daqueles que se ouvem nos barezinhos de beira de estrada. A essas alturas, eu que queria ser discreta e passar despercebida, passei a ser o centro das atenções. Quem estava no ônibus olhava e ria. Quem passava de carro, ria. Os pedestres igualmente e os outros mototaxistas, obviamente, riam mais ainda. E eu? Eu gargalhava de nervoso diante da situação. Abaixava a cabeça como se só o capacete não fosse suficiente para esconder meu rosto. Abençoado seja quem inventou o capacete! Após alguns minutos, sem que pudesse fazer nada, pois o moço sequer poderia me ouvir, me acostumei com a ideia e relaxei. Dei graças a Deus quando chegamos ao meu destino e ele desligou a “maldita” música. Paguei e agradeci educadamente. Após esse dia, mesmo sentindo dores horríveis, voltei a dirigir. Prejudiquei um pouco o tratamento, mas me senti mais a vontade ouvindo boa música, no meu carro e vamos e venhamos... com mais discrição. Nesse dia decidi: Não ando de mototáxi nunca mais. Quer dizer... Espero não precisar. Melhor não cuspir pra cima...*risos* Beijos da Feia.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O amor por Fernando Pessoa


O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Coragem de dizer não.


Ana comprou uma blusa nova. Azul com rendas, no estilo romântico, com lacinhos e tudo mais. Realmente linda. Peça única de uma grife conceituada a blusa custou “os olhos da cara”, segundo Ana. No mesmo dia Suzana, sua amiga, foi visitá-la e encantada com a aquisição, não resistiu e soltou aquela tão temida frase: _Me empresta? Uso uma vez e te devolvo. Ana ficou até constrangida com a surpresa do pedido mas não conseguiu dizer não. __ Empresto né.... disse meio sem graça. Suzana levou a blusa e no dia seguinte usou-a num almoço com o namorado. Como prometera devolução após uma única usada, providenciou que a sua empregada lavasse a blusa para devolver. A moça, desacostumada com tecidos finos, ao passá-la abriu um enorme buraco na peça. Na hora da devolução, eis que Ana ouve um simples e meigo pedido de desculpas acompanhado de um “sinto muito”. _Quanto custou? Compro outra. Como comprar outra se a peça era única? Como remediar a tristeza de Ana que sequer chegou a estrear a blusa? A amizade a essas alturas ficou estremecida. Pudera! Tudo isso poderia facilmente ser evitado se Ana tivesse apenas dito NÃO.   A verdade é que temos dificuldade em aceitar o não, mas temos mais dificuldade ainda em pronunciá-lo. Nem sei quantas vezes já sofri por não ter coragem de negar um pedido. Horas de trabalho a mais, mentirinhas contadas para acobertar pequenos deslizes, empréstimos que me custaram mais que dinheiro, me custaram amizades inteiras, como no caso de Ana. Mas passou... ainda tenho um pouco de receio de negar coisas, mas felizmente a idade traz sabedoria e hoje, consigo dizer não e explicar o porque da negativa. Acho que quando você é sincero, até a outra pessoa sente-se menos mal. Foi-se o tempo em que eu até chorava depois de dizer um sim, isso porque meu coração gritava em alto e bom som dentro de mim a palavra não. Se alguém se magoar hoje, a primeira coisa que penso é que, a pessoa não merece minha amizade e minha sinceridade. Não piso mais em ovos. Tento ser delicada, mas se não for compreendida, não me martirizo... toco em frente e pronto. Acho que essa postagem funciona muito bem para as pessoas jovens que ainda têm muito a aprender, sei que quando somos "tenros" temos medo de ferir, perder amigos, magoar e muitas vezes nos ferimos e nos “violentamos” por isso.
Fica o conselho: Aprenda a dizer não. Não se machuque para querer agradar. Não se iluda com pedidos doces e "meigos".
Não é NÃO e ponto.
Beijos da Feia.

* Os nomes são fictícios.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quem entende???


Quanto mais me esforço, menos entendo as pessoas. Quem dera que isso acontecesse só comigo, né? Eita coisinha complicada esse tal de “ser humano”! Quando pensamos que estamos agradando alguém, a pessoa vem e demonstra que além de você não estar agradando, ainda por cima pode estar “enchendo o saco”. Isso nunca aconteceu com você? Ta bom... vou até fingir que acredito. Comigo já e inúmeras vezes. Eu falo mesmo! Não tenho vergonha de assumir minhas fraquezas, falar dos meus “micos”, reconhecer meus erros e por aí vai. Nem imagino quantas vezes já me senti ridícula, sem chão mesmo, por estar fazendo alguma coisa achando que estava “abafando” e depois... quando eu parava para refletir, estava na verdade, pagando o maior King Kong. Esse é o preço da espontaneidade. Eu estava pensando que às vezes, chego a ser até meio “inconveniente” com meu exacerbado senso de humor. Sabe aquele lance de “perco o amigo mas não perco a piada?” Pois é... o problema é que nem sempre os amigos estão a fim de aguentarem uma pessoa que, milagrosamente, está quase sempre de bom humor. Às vezes, eu chego a ficar com raiva de mim. Falo bem dentro do meu pensamento: Lu: TRISTE! Lembrei até daquela postagem: os benefícios da tristeza, se você ainda não leu, eu recomendo. Quando vejo alguém muito triste ou mal humorado, chego a sentir um pouquinho de 
culpa por estar esbanjando alegria e claro, tento me conter ao máximo. Isso quer dizer que não tenho problemas? Absolutamente NÃO. Tenho problemas e das mais diversas naturezas, mas não vejo porque deixá-los aflorar e transbordar. Não existe necessidade de contaminar as pessoas com coisas que são só minhas. Odeio quando percebo que alguém quer descontar “no mundo” 
as suas frustrações. Incrível, mas seres assim fazem questão de pisar, humilhar e mostrar,inconscientemente o quanto invejam as pessoas “normalmente” felizes. Não sei nem quantas vezes já falei desse “tipinho”, né? Mas fazer o que se essas pessoas se multiplicam tal qual ratos? O que eu posso fazer se “quanto mais a gente reza, mais assombração aparece?” *risos* Sobre o que eu falava mesmo? Ah lembrei... sobre meu jeito de ser “expansiva” demais! Juro que não é maldade... tem “danadices” que quando percebo, já fiz! Vivo dando “foras”... Olha esse: Uma noite quando cheguei em casa de viagem, minha vizinha estava dando uma festa e fui recebida com gritos esfuziantes pelos convidados dela... Quando avistei seu filho, fui logo perguntando, e aí “fulano”... tudo bem? Cade a namorada bonitona? Se deu bem, heim??? Nesse momento todo mundo ficou calado... ele com um “sorriso amarelo” falou baixinho: Não sei, a “cicrana” tá lá dentro. A “cicrana” era a ex-mulher com quem ele havia reatado. Além de tudo... ainda sou desinformada...*rindo muito aqui* O amigo dele ainda falou... a gente que bebe e ela que fica “porre”... Me senti com “cara de tacho”, mas sem perder o rebolado retruquei: “Fazer o que se ele separa na segunda, arruma namorada na terça e na quarta já volta com a ex? A culpa não é minha... ele que distribui a senha rápido demais. Todos concordaram e tudo acabou em uma grande gargalhada. Ainda bem que a "falecida" estava na cozinha e lá permaneceu, senão o tempo ia fechar no “pedaço”. Fechei o assunto com um: “Eu e minha boca grande!!!!” Beijos da Feia.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mal entendido que dói.


Não adianta prometer... Escrevi várias crônicas mas postar mesmo que é bom... só quando dá vontade e só sobre o que me dá vontade. Irreverente para postar assim como para viver! Hoje vi no face algo que achei interessante e digno de virar tema: Uma frase sobre mal entendidos... Nem sei quantas vezes fui mal interpretada na minha vida. Às vezes queria dizer uma coisa que acabava virando outra que me comprometia e não raro me trazia problemas. Hoje entendo que nem sempre a culpa era minha... penso que muitas vezes a pessoa que estava do outro lado queria exatamente isso mesmo: Distorcer as minhas palavras e me complicar e como sempre, colocar outras pessoas contra mim. Por isso que hoje tenho muito cuidado ao interpretar determinadas situações, principalmente se as palavras saem da boca de alguém com quem eu não tenha muita afeição ou tenha tido algum desentendimento justamente para não cometer o erro que muitas vezes cometeram comigo. Falo demais... ou melhor...muito e às vezes falo até sem pensar, como diz minha mãe: falo até pelos cotovelos e esse meu "falar muito" já me causou inúmeros transtornos. Portanto, você que me lê....seu eu falar algo que você não entendeu, por favor pergunte de novo... esclareça, tire as dúvidas, não me interprete mal e nem queira fazer de uma palavrinha uma "tempestade num copo d'água". Nunca esqueça que meu coração é bom. Ah... Estou tentando mudar e falar menos... Se é que isso é possível...Huahuahuahuahauuhauauha....  Beijos da Feia.

terça-feira, 13 de março de 2012

Voltei. Me aguardem!

Perdão pela "sumidinha". Resumindo... Meu Natal foi bom. Meu Ano Novo começou muito bem. Estou hiper, super, mega, tander feliz. Pintando, cultivando minha hortinha orgânica, escrevendo, isso mesmo, não estava postando mas estava escrevendo constantemente. Li bastante nesse período de ausência da net. Preciso desse ar de realidade de vez em quando. Viajo na próxima quarta-feira para Curitiba... FÉRIASSSS!!! Vou postar algumas fotos das férias e claro... voltar a postar minhas crônicas. Acho que elas podem trazer um pouquinho mais de pimenta e "temperinhos" especiais. To sentindo que minha língua está mais afiada do que nunca.... Quem viver verá! Ahahahahahahahahaaaa.... Beijocas da Feia e até já!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As Três Coroas de Juliana

Olha que coisa mais linda mais cheia de graça... !!!!

Minha linda amiga Juliana, Ju ou “Jujuba”, como gosto de chamá-la, após muita vontade e perseverança, engravidou. Minha mãe sempre fala que cada filho representa uma coroa no céu, mas precisava ser três de uma vez?!? Você só tem uma cabeça!!! (risos). Sei que com três bebês, às vezes, vai parecer que te falta “cabeça”, mas te conhecendo bem, sobrará paciência, carinho e dedicação. Você é meiga, paciente, determinada e inteligente, qualidades que juntadas às do Alexandre, farão de seus filhos pessoas dignas, queridas, obstinadas e bem sucedidas. Você, minha querida, está literalmente cheia de vida e luz! Não importa se seus “babies” terão nomes de anjos, santas, guerreiros, reis ou rainhas... eles já são seres iluminados e de muita sorte por poderem contar com pais que venceram obstáculos para trazê-los ao mundo e que certamente, não medirão esforços para os fazerem felizes. Ju e Alexandre, desejo, do fundo do coração, que vocês tenham sabedoria, discernimento e muita saúde para criarem e educarem seus filhos. Desejo ainda que eles lhes tragam muitas alegrias e que, um dia, ao olharem para trás, juntos possam refletir e chegarem à seguinte conclusão: fizemos a nossa parte e fizemos bem feito! Vocês, assim como eu e como a maioria dos pais, vão olhar o que passou e dizer que tudo, absolutamente tudo valeu a pena, que a missão fora cumprida e que podem, finalmente contar com as “tais” coroas no céu.

Vida longa para vocês e para o TPD (Trio Parada Dura).

Beijos carinhosos da Feia.

domingo, 6 de novembro de 2011

Parar de fumar é difícil mas não é impossível. Eu parei!

Comecei a fumar aos dezesseis anos. Eu achava isso lindo. Encarava o vício como um sinal de independência, maturidade um charme a mais. Essa é uma das coisas do meu passado da qual eu me arrependo profundamente. Fui fumante inveterada até os 38 anos. Fumei muito na minha primeira gravidez e o Thiago nasceu muito doente. Era um bebê pequeno e teve muitos problemas respiratórios. Na gravidez do Paulo eu reduzi bastante, fumava dois ou três cigarros por dia. Eu sei que meus bebês sofriam de abstinência quando nasciam, pois eles choravam muito. Minha cunhada Regina morreu prematuramente e uma das causas foi o vício, ela teve um aneurisma e não foi possível realizar a cirurgia para retirar o coágulo já que ela não respirava sem a ajuda de aparelho. Seu pulmão estava fraco e ela muito debilitada. Teve parada respiratória. Confesso que tentei várias vezes durante minha vida de fumante. Comprei remédios pelos Correios, fiz simpatia e comprei fórmulas “mágicas” em farmácias. Fiquei dias, semanas e consegui me abster por dois meses, mas não resisti e lá estava eu de novo nos braços do meu algoz. Eu tinha uma relação de amor e ódio com o cigarro, ao mesmo tempo em que o odiava por saber que ele estava me fazendo mal, eu o amava por seu meu companheiro nos momentos de solidão, de tristeza e de alegria. Eu consumia dois maços por dia, nem imagino o quanto gastei com o vício, comprava pacotes e pacotes de cigarros e sempre que pude fumei dos melhores. Eu fumava o dia inteiro e creiam: acordava de madrugada para “pitar” meu cigarrinho. Quando engravidei do Marcos, o caçula, decidi abandonar de vez o fumo. Comecei contando para todos que eu encontrava na rua que estava parando de fumar. Eu pensava que se eu fizesse isso, não teria coragem de “quebrar” minha palavra. Mais do que vontade eu tinha um desejo real de parar de fumar porque não queria que meu filho nascesse doente. Não tomava café e nem chá. Quando encontrava amigos já ia pedindo: Estou parando de fumar, por favor, ore por mim. Para mim não importava se a pessoa era evangélica, espírita, católica ou de qualquer outra religião, eu queria ter uma corrente positiva para parar e deu certo. Eu parei de fumar com uma carteira de cigarros dentro de casa, não quis me livrar dela, queria vencer o vício enfrentando ele de frente. Estou me sentindo muito bem, estou feliz por ter parado, meu filho vai completar 12 anos em novembro, faz então doze anos e nove meses que me livrei da prisão do vício. Meu marido fumava pouco e o fez por pouco tempo, parou há quase 24 anos. Tenho resquícios do mal hábito de fumar: meus dentes são horríveis e acho que minha pele seria melhor e meus cabelos também se não fossem os malefícios da nicotina. Agradeço a Deus por meus filhos estarem saudáveis e não sofrerem mais os danos causados pela minha irresponsabilidade, e agradeço mais ainda por não terem vícios. Sempre que posso  aconselho os fumantes que conheço a pararem, conto minha história, dou meu testemunho e sempre digo que, parar não é fácil, mas não é impossível. Estou liberta! Antes tarde do que nunca.

Meus mortos estão vivos!!


Esperei passar o dia de finados para escrever sobre os meus mortos. Nunca liguei a lembrança deles ao dia convencionado para isso. Acho meio estranho que as pessoas visitem e cuidem do cemitério apenas uma vez no ano, mais estranho ainda que algumas pessoas se lembrem dos seus antepassados apenas um dia. Meus mortos estão vivos. Não consigo me lembrar, ou pensar neles mortos, deitados em um caixão e enterrados para sempre. Minha cunhada e amiga Regina partiu cedo, com 38 anos. Até hoje lembro do sorriso dela, do seu jeito delicado, da sua maneira carinhosa de tratar meus filhos e da maneira como ela me protegia quando eu era menina. Sua amizade deixou uma lacuna que nunca foi preenchida por ninguém! A Dione, que era minha vizinha e amiga, pessoa generosa, doce, sincera, excelente mãe, dona de casa exemplar e um ser humano digno de ser chamada de especial. Distribuía bens materiais e espirituais na mesma proporção. Sua missão era fazer o bem e ela cumpria muito bem sua jornada. Jhony, meu amigo de adolescência e juventude, era  um músico feliz, encantador e pacificador. Espalhava alegria e amor por onde passava. A Jerônima, Jê, como era conhecida era espontânea, feliz, vivia todos os momentos intensamente, como se a morte não existisse. Ainda tenho na lembrança o sorriso doce da minha tia Clara, segunda mulher do meu avô, ela não gostava que a chamasse de “vó”, ela nunca tivera filhos e às vezes parecia ranzinza, mas eu sei, no fundo do meu coração que ela gostava de mim. Meu avô, partiu sem que eu pudesse dizer que o amava, infelizmente, não convivi muito com ele, mas o pouco foi marcante e inesquecível. É assim que me lembro dos meus mortos, vivos. Cada um com suas qualidades e defeitos mas que certamente foram importantes para mim, deixaram saudades e momentos especiais, únicos. Luciana, D. Zulmira, “seu” Ivo, Tãozinho, Vivi, Conceição e tantos outros que já nos deixaram... obrigada por terem existido e terem deixado suas marcas indeléveis na minha vida. Sempre que lembro de todos vocês, os relaciono com momentos felizes da minha existência e sei que, se não lhes fiz bem, também não lhes causei mal. Isso me conforta. Pior que a saudade, é o remorso. Então... no dia dos “mortos”, não fiz nada... Não fui ao cemitério, não fiz iluminação nem acendi velas. Não comprei flores e nem chorei. Lembro-me dos meus queridos sempre. Consigo recordar como eles eram, seus sorrisos, seus gestos e os carinho que tinham por mim. Eles estão para sempre vivos na minha cabeça e no meu coração. Deus sabe o quanto eu os amo! Beijos da Feia.

domingo, 9 de outubro de 2011

Eu e Minha Hiperatividade


Hoje no almoço, eu, a Socorro, Rosane e o Dr. Menezes, falávamos sobre a hiperatividade e sobre as pessoas que conhecemos que são assim. Incrível... elas têm o mesmo perfil, inclusive eu. Comentei que eu era uma criança hiper irrequieta. Nem sei quantas vezes fui colocada para fora a sala por “importunar” os coleguinhas. Tirava a professora do sério. Fazia minha tarefa e queria fazer a dos outros, eu queria que eles acabassem rápido para brincarmos. Eu terminava os exercícios de uma matéria e já ia fazendo de outra. Fazia todas as lições de casa na própria escola. Comia a merenda na sala.  Naquela época, não se falava em hiperatividade e eu era tida como uma “criança problema”. Minha mãe era chamada na escola e eu levava surras homéricas. Eu vivia com o uniforme sujo. Subia em árvores, muros e só participava de brincadeiras de "correr". Geralmente eu brincava com os meninos. Não me concentrava em nada. Era dispersa. Eu era a “bagunceira”, a “inquieta” e a “desordeira” a “tudo de ruim”. Eu não era nada disso. Eu juro! Eu só era hiperativa!! Na verdade, eu não conseguia ficar parada por muito tempo. Não conseguia me concentrar em uma coisa só. Sempre queria fazer várias coisas ao mesmo tempo. Fui uma adolescente questionadora, curiosa e falante. Sempre fui muito comunicativa e queria mais que tudo, correr o mundo. Viajar. Conhecer pessoas. Trabalhar. Dormia pouco. Sempre achei que dormir demais é perder tempo demais. Desde sempre durmo pouquíssimo. Nem sei quantas vezes tive que ser “parada” por medicamentos. Já tive 3 empregos ao mesmo  tempo e isso mais de uma vez. Já fiz vários cursos juntos. Já passei noites e noites sem dormir fazendo um “milhão” de coisas e quando via, lá estava eu, estafada, estressada, com crises de ansiedade, síndrome de pânico, angústia e outras “cositas” mais. Às vezes as pessoas me diziam: você tem que mudar, tem que ser mais calma. Até parece que isso depende de mim... Creio que não. Acho que é meu “jeito meigo de ser”. Quando estou “controlada” pelos remedinhos que meu médico me passa, consigo ficar mais “sossegadinha”, mas basta parar os “sossega-leão” e minha “loucura” volta. Sinto como se tivesse necessidade de viver rápido. Parece que o tempo vai passar e não vou fazer tudo que tenho que fazer. E não tenho feito. O tempo passa, faço coisas e coisas e não me realizo. Algumas coisas ficaram no meio do caminho, outras ficaram pela metade mesmo e eu continuo, correndo de um lado para o outro como uma formiga no formigueiro. Tenho um “furacão” rodando dentro de mim o tempo todo. Sinto como se eu estivesse em constante ebulição. A sensação que tenho é que nada me preenche completamente, me sinto sempre pela metade. Estou sempre “incomodada” com algo e nisso, me meto em confusões que não são minhas, me irrito extremamente quando alguém fura a fila, não me calo quando vejo injustiças e saio metendo os pés pelas mãos. Mas vou ficar bem... estou “lutando” para reencontrar meu equilíbrio e sei que vou conseguir. Já fiz isso antes... estou “acostumadinha” comigo mesma e com o meu “jeitinho” de ser. *risos* Beijos da Feia Controlada.

sábado, 24 de setembro de 2011

*Carta ao Meu Médico*


Sempre tive muita dificuldade com consultas médicas. Na hora "H" me dá um “branco”, fico tímida e não sei porque, mas me sinto desprotegida e vulnerável. às vezes sinto pavor mesmo. Então pensei: E se ao invés da consulta tradicional meu médico me “consultasse” de maneira diferente? Pensei que poderia ser no MSN, Facebook ou até mesmo no Skype. Mas será que meu médico aceitaria ficar de “bate papo” comigo em um chat qualquer? Pensei então que poderia escrever-lhe uma carta, e que seria mais ou menos assim:

Prezado Doutor,

Estou lhe escrevendo para dizer o que estou sentindo. Me ajude por favor! Estou deprimida e quando estou assim, sinto dificuldade para respirar, sinto dificuldade para comer ou parar de comer. Me locomovo com dificuldade. Sinto que meus músculos se contraem e relutam em obedecerem as ordens do meu cérebro. Sinto muitas dores. Sinto dificuldade em viver! Fazer coisas aparentemente normais torna-se um suplício. Falta-me vontade para o banho. Vejo o mundo cinza, literalmente falando. Olho para as coisas e elas me parecem menos coloridas que o normal, é como se tudo tivesse passado por um desbotamento. Quando estou deprimida, não quero olhar para as pessoas com “olhos de amor”. Simplesmente não quero vê-las. Meu pensamento mais constante é que, as pessoas, todas as pessoas do mundo não gostam de mim. Quando estou deprimida, buscar ajuda é difícil, quero um remédio, felicidade em pílulas? Um flit paralisante qualquer, mas como, se o senhor quer que eu lhe abra a minha “caixa de Pandora”? Quer ouvir da minha boca que estou mal, que estou “doente” e que quero sua ajuda. O senhor não está vendo que estou pedindo socorro? O senhor já me conhece. Quero pouco doutor... Quero apenas dormir. Aliás, quando durmo e quando os pesadelos não me assombram, que alívio. Quando fico nesse estado, queria que o senhor apenas me receitasse um “deitaedorme”. Me prescrevesse algo que me fizesse esquecer do mundo. Doutor... doutor... cure as minhas feridas sem olhá-las tanto, sem tocá-las, afinal, elas estão escondidas. Deixe-as quietas. Não as faça sangrar, apenas coloque um unguento, um cataplasma, curativo ou algo assim. Quando estiver com uma “casquinha” talvez eu lhe deixe examinar. Não olhe nos meus olhos com profundidade e peço mais: não me faça chorar. Não me faça perguntas com ar "inquisidor".

Posso me apresentar no seu consultório e apenas pegar minha receita? Sem palavras. Sem "porquês"?
Por favor responda que sim.
No aguardo.

Eu

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

E os "malas"? Precisamos deles?


Tirando o fabricante dos ditos cujos objetos, literalmente falando, e os vendedores que sempre ganham com isso, difícil responder a essa pergunta, porque na verdade, sempre tem um "mala" por perto e  todos os relacionamentos com  eles são difíceis. A convivência com esse tipo de pessoa geralmente é complicada e desgastante. Não importa se a relação é de amizade, de amor (acredite, tem gente que ama um "mala"), de trabalho ou simplesmente de “vizinhos”. Todos nós, sem exceção, em determinado momento precisaremos manter algum tipo de contato com alguém que se enquadre no perfil “malesco” e aí é que começam os problemas. Você há de convir comigo que não é fácil ter que aturar aquele colega que é “insuportavelmente” chato ou aquela solteirona mal amada e infeliz que vive reclamando de tudo e fazendo questão de espalhar sua amargura nos quatro cantos do ambiente de trabalho. Imagine o que é ter que aturar um filho que é “ignorante”, "bruto" e que fica o tempo todo querendo “medir forças” com você, ou aquela sogra que vive tentando minar seu casamento, se opondo a tudo que você faz como se estivesse o tempo todo querendo mostrar que faz tudo melhor. Existe aquela situação em que o parceiro vive querendo competir com a "sua cara metade", seja profissionalmente, dentro de casa com os filhos ou com os amigos. Não podemos esquecer-nos da vizinha que ao invés de procurar o bom e velho tanque cheio de roupas para lavar, fica na janela cuidando da nossa vida enquanto a dela fica esquecida. A verdade é que sempre seremos testados na nossa paciência e nesse momento, o que falará mais alto é a necessidade e a perseverança em mantermos ou não os laços que nos unem ao outro, no caso, ao "mala". Claro que às vezes somos obrigados a manter os “grilhões”, como no trabalho, por exemplo, afinal, você não vai pedir demissão ou exoneração por não tolerar determinada pessoa, nem vai ficar vivendo o inferno na terra, por não poder se livrar dela, não é? É nesse momento que surge o bom senso, a serenidade e a franqueza para colocar cada coisa no seu devido lugar. Já falei com uma pessoa que trabalhava comigo, por exemplo, que era obrigada a conviver com ela, mas que não era obrigada a aguentar o seu mau humor e a sua estupidez. Na conversa franca, combinamos em mantermos um nível de tolerância onde, nenhuma as partes faria nada para provocar a outra, ficando o profissionalismo acima de tudo. Trocávamos o mínimo de palavras, somente o necessário ao bom andamento do trabalho. Não ficamos amigas. Não ficamos inimigas. Não ficamos nada. Nas especificações, tem uns "malas" que são até "leves", possuem rodinhas e alças maleáveis e acolchoadas em compensação, tem aqueles que além de não terem rodinhas, a alça é arrebentada e são cheios de concreto, chumbo, pedra, ferro e afins. Analisando os inúmeros seres humanos “malas” que já passaram pela minha vida, cheguei à conclusão de que precisamos das ditas criaturas no mundo, afinal, como saberemos se uma pessoa é legal se não tivermos um parâmetro de comparação? Como saberemos se não estamos sendo “malas” também se não nos lembrarmos do comportamento dos “malas” que já conhecemos? *risos*. Pois é, já me peguei várias vezes me questionando quantas vezes dei uma de “mala” na vida e me assustei ao descobrir que: Simplesmente foi impossível contar!!! *mais risos ainda*

Ótima semana povo. Beijos da Feia.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Coisas de Lú: A psicopata do ônibus!

Ontem, 03/09, eu viajei de Macapá para Laranjal no ônibus das 19h. A viagem foi ótima, mas como sempre vejo “história” em tudo... vou detalhar o que aconteceu de extraordinário nessa viagem. Eu comprei a última passagem, a de número 45. Esperei todos embarcarem e constatei que as poltronas 3 e 4 estavam vazias, sentei na primeira e me fiz de morta. COLOU. Ninguém, nenhum ser humano na terra merece viajar na última poltrona! Ao lado, nas poltronas 1 e 2, iam um rapaz e uma moça. A moça, jovem, alta, bonita, cabelos pretos e de um gosto um tanto duvidoso. Ela estava vestindo um shortinho bem curto e um top bem apertado, o que fazia com que seus seios quase “saltassem” para fora, tudo arrematado por salto altíssimo. Convenhamos que a “roupitcha” era um pouco “desconfortável” para a viagem, mas... gosto é gosto, não é?  Tudo ia muito bem até que a moçoila resolveu ouvir música em seu celular. Seria normal se ela usasse o fone, como a maioria das pessoas educadas faz, mas não... a “bonitona”, sentada quase ao meu lado, coloca na sua mini caixa de som ambulante, no último volume, o “melhor” do estilo tecnobrega. Pergunta: É TECNOBREGA, TECNO-BREGA ou TECNO BREGA? Para mim não importa a escrita... considero tudo a mesma porcaria! E lá estava eu, hiper cansada querendo dormir e a “princesinha do brega” ouvido seus “hits” preferidos. Tentei de tudo: Tapei os ouvidos com as mãos,  com os indicadores e até peguei um fone de ouvidos e tentei abafar o som... NADA funcionava, a música estava ali, irritante, estridente e perturbadora. Minha cabeça a essas alturas já começava a doer. Se música boa já é complicado, imagine um pato Donald cantando sem parar! Contei até 1000, conversei com o Criador pedindo paciência, mas em um dado momento não agüentei: Dirigi-me com educação para a jovem senhorita e pedi: Dá pra abaixar o volume por favor? Ela não falou nada porém me FUZILOU com o olhar. DIO SANTO... se ela pudesse, jogava o celular nas minhas fuças, eu senti isso. Na hora eu pensei e claro, me fazendo perguntas absurdas, fantasiei: Putz... e se essa garota for uma psicopata? Vai que eu durmo e ela pega uma faca e TÃ..TÃ..TÃ..TÃ.. TÃ..TÃ..TÃ..TÃ... Sabe aquela “musiquinha” célebre do filme Psicose do Alfred Hitchcok? Pois é... Com essa criatividade “medonha”, me programei para não dormir a viagem toda! Só que você que me lê há de convir que, passar 9 horas ou mais dentro de um ônibus com ar condicionado, escurinho e balançando suavemente pra lá e pra cá, dá um sono danado em qualquer um e eu acabei caindo nos braços de Morfeu! APAGUEI. Até esqueci da criatura e do seu mal gosto. Em determinado momento da viagem, me senti como que “apertada” contra a janela, sentia um “corpo estranho” encostado ao meu e acordei assustada. Genteeee... Pasmem com o que vi: Isso mesmo que você está pensando: A “dita cuja” estava sentada e porque não dizer, quase deitada ao meu lado! Caraca! Que susto aquela “pequena” me deu. Movi-me vigorosamente, respirei com mais energia e me “ajeitei” no assento deixando claro que não estava gostando da aproximação física tão... “colada”. Confesso que na hora me deu vontade de rir MUITO da situação e pensei de novo na tal “musiquinha” diabólica! O rapaz que estava ao lado ficava só olhando para a morena e imaginei logo o que a fez “migrar” para perto de mim. A verdade é que, a coitada da moça, de gosto “estranho”, era uma psicopata apenas na minha imaginação fértil, graças a Deus! Então você já sabe... quer viajar ao meu lado? Não esqueça seu fone de ouvidos e por favor, nada de psicopatias, pelo menos comigo *rindo muito aqui*. Beijos da Feiaaaa!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Xarope Semancol ou Batom Super Bonder?


Tenho certeza que inúmeras pessoas gostariam de saber onde esses produtos podem ser encontrados. Inclusive eu. Sempre conhecemos alguém que precisa ser medicado com a "mágica" poção Semancol ou, necessitam de um "brilho" labial especial a base de Super Bonder. Nem sei quantas vezes eu mesma gostaria de ter usado os produtos em questão antes de ter feito algumas besteiras. Não raro vemos pessoas que agem ridiculamente, falam pelos "cotovelos" e depois se arrependem. E se lamentam. E choram. E sofrem. Mas porque não conseguimos antes de tudo isso uma consulta com o "Dr. Bom Senso"? Ou será que realmente, precisamos de vez em quando nos descuidarmos da saúde moral e cometermos todos os abusos possíveis? Será que não estamos mesmo precisando cometer excessos, tal qual aquelas "orgias" alimentares, em que nos "entupimos" de coisas gordurosas e calóricas e depois, passamos dias à base de chazinhos e sucos milagrosos? Tenho uma amiga que namorou um rapaz 20 e poucos anos mais jóvem, tem gente que dizia que ela precisava do tal xarope semancol. Eu, como testemunha viva da felicidade dela, digo que ela estava perfeitamente sã, e que na verdade, as pessoas que comentavam o assunto é que talvez precisassem de um batom da marca Super Bonder. Minha amiga não se importava com os falatórios e exalava alegria por todos os poros. Vocês precisam ver a cútis dela... Um pêssego! Falando de mim, já fiz coisas que na mesma hora pensei: Ai... Dei mancada de novo! Imediatamente tomei o xaropinho Semancol, passei o batom Super Bonder e me recolhi à minha "insignificância" e continuei sendo feliz. Claro que depois, analisando a situação, peguei conselhos com a Senhora Sabedoria e prometi a mim mesma ser mais atenta e cuidadosa. Basta saber se vou seguir os ensinamentos da "sabia senhora". Beijos da Feia.

domingo, 21 de agosto de 2011

Errar pode dar certo!


Hoje a minha amiga Rúbia almoçou comigo. Ótima companhia. Sempre. Preparei um cardápio simples: Filé de gurijuba ao molho branco com bananas e queijo, arroz branco, aspargos e salada verde. Tinha até sobremesa e a postagem é justamente sobre isso. Certa vez ao preparar um creme para fazer um pavê, algo deu errado e o creme simplesmente “talhou”. Pensei: vou cozinhar um pouco mais pra ver se a coisa recupera, mas nada... Começou errado e continuou errado, mas como o cheiro estava bom, deixei cozinhar pra ver o que acontecia. E aconteceu! Ficou um doce delicioso. Pedacinhos de doce de leite, com sabor e aparência de queijo e com uma calda levemente encorpada. Analisando o episódio da sobremesa, lembrei que não é a primeira vez que faço algo errado que dá certo. Já cometi outros erros que acabaram se convertendo em benção para mim. Uma vez, num ato de rebeldia e insubordinação, desobedeci a um superior e acabei demitida, eu admito que errei... mas esse erro me proporcionou correr atrás de uma oportunidade melhor.  Já cometi erros também que não me trouxeram nada de bom, ou melhor... trouxeram sim: experiência, afinal, com eles aprendi a ter mais prudência, mais cautela. Se nem todos os meus erros me deram um delicioso doce, pelo menos a maioria deles me mostrou que errar é humano, que é errando que se aprende e que é impossível viver apenas de acertos. Não me arrependo dos meus erros e nem me culpo. Juro! Não tenho peso na consciência por nenhum deles. Por quê? Porque “cresci” com eles e porque não posso voltar atrás. Meus erros me ensinaram que o fator principal não é deixar cometê-los e sim, não repetí-los. Agora se for um erro “bom” como o meu doce...  Esse até eu quero ter o prazer de repetir muitas vezes. Beijos da Feia.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Só vou gostar de quem gosta de mim


Ontem durante a viagem para o Laranjal eu conversava com uma pessoa, um colega de ao trabalho, e falávamos sobre relacionamentos. Comentávamos sobre pessoas que não gostam da gente, afirmei com segurança que tem algumas pessoas que não gostam de mim. Novidade...rsrsrs... ainda bem que “certas” pessoas que não gostam de mim deixam isso transparecer. Fico mais a vontade assim. Juro. Por muito tempo eu tentei agradar gente que eu sabia que não ia com a minha cara. Quanto tempo perdido! Pessoas que eu tinha certeza absoluta que na minha frente me “toleravam” e na minhas costas, só Deus sabe. Não tento mais agradar ninguém... Quer gostar de mim goste... não quer? Dane-se. Morda seu rabo!! De hoje em diante vou modificar o meu modo de vida. Estou decidida. Essa é uma atitude madura, pensada e repensada. Já escrevi em várias postagens sobre isso, mas talvez não com tanta ênfase. Cansei. Já disse antes e repito: não preciso ficar implorando amizade, amor, carinho e sei lá mais o que de ninguém e por nada. Não quero favores, não quero dinheiro, não quero afagos. Não quero que me adulem. Não quero absolutamente nada. E não adianta sentir "peninha" de mim. Não cola. Não rola. Estou feliz assim. Nem sei quantas vezes já me senti feliz e aliviada por estar acompanhada apenas de mim mesma! Vou parando por aqui... Quero ser curta. Grossa. Verdadeira. Não vai ser fácil eu bem sei, mas a vida é assim... Eu falo por mim!!! Você deve estar pensando que conhece essas frases, né? E conhece mesmo! São trechos da composição de Rossini Pinto que ficou imortalizada na voz de Roberto Carlos. Antigaaaaaaaaaaaa... que nem eu...*RDR. E pra terminar, ou melhor, e pra não chorar, eu só vou gostar de quem gosta de mim. Beijos da Feia que hoje está ou estava com a “macaca”. Já passou... mas não retiro uma vírgula do que foi postado.



*Rolando de Rir

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Batendo em Retirada


Já li vários livros e assisti a inúmeros filmes de guerra e em muitos deles, chega uma hora em que é necessário que o comandante reconheça que alguma coisa pode dar errado e soltar o grito: Recuar! Na vida também é assim, como sou a generala das minhas batalhas, às vezes também levanto a cabeça, "tufo" o peito e grito que estou "batendo em retirada". Na verdade, essas retiradas são estratégicas e extremamente necessárias. Quando abandono uma luta, isso não quer dizer que estou desistindo da guerra, isso significa apenas que estou "tomando um fôlego". Preciso desse tempo para pensar, analisar e traçar métodos para, quem sabe, vencer categoricamente a peleja. Não raro quando sofremos uma “pequena” derrota, nos deprimimos e achamos que tudo está perdido, facilitando assim a ruína definitiva. Eu já fiz isso! Agora, depois de tantos revezes, aprendi que devo evitar os embates imediatos, me finjo de “morta” bem “mortinha” e depois volto com força total. Como uma fênix. Estou passando por esse momento, na verdade, me retirei do campo de batalha porque estou sem saber como “derrotar” o “inimigo”. Tenho consciência que não se trata de medo ou covardia, nesse momento batizaria minha atitude de bom senso, até porque ainda não sei que armas usar e muito menos quais técnicas empregar. Não estou parada, estou esquadrinhando minuciosamente todos os passos do meu oponente hipotético e prevendo uma volta triunfal e retumbante. Quero deixar bem claro que isso se trata apenas de uma contrafação, já que a minha lida é uma situação emocional e não física. Fiquem tranquilos que não vou atacar e nem espancar ninguém. *Rindo muito aqui*

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Viva o pé na bunda!!!!


Às vezes levamos um grandessíssimo de um pé na bunda e a princípio ficamos arrasados. Aí... inevitavelmente vem a depressão, tristeza e baixo astral. Não estou falando só em questões amorosas... o “pé na bunda” pode ser uma demissão inesperada ou uma amiga ou amigo que sem nenhum motivo te coloca para "escanteio". Quando levamos o “fora”, nossa primeira reação é se perguntar o porque daquela situação... São tantas perguntas do tipo: Fiz algo errado? Deixei de fazer o que deveria ter feito? Pisei na bola? Porque eu??? E geralmente, por mais que saibamos a resposta, não conseguimos encaixá-la no contexto e sequer conseguimos avaliar a situação. Então... aí vão algumas perguntas que você pode usar quando isso acontecer: Será que não foi melhor assim? Será que não estava na hora de mudar tudo na minha vida? Será que esse episódio não me trará coisas mais vantajosas? Claro que essas perguntas não te farão sofrer menos, mas poderão te mostrar que existe uma luz no fim do túnel e que, o "pé na bunda pode", na verdade, te impulsionar para frente. Quem sabe não é esse estímulo que falta para que você procure um novo emprego? Ou... um grupo de amigos mais interessante, coeso, sincero e leal? Ou... vai que o "pé na bunda" que você levou do seu namorado ou namorada, não é o que faltava para que você saísse em busca de um grande e verdadeiro amor? Pois é... analise tudo isso e pense que, o universo pode estar conspirando ao seu favor e o que parece muito ruim para você agora, futuramente pode ser comemorado com grande alegria e ser visto por você como o combustível que abasteceu um foguete para te levar às alturas. Juro que isso de "pé na bunda" já aconteceu comigo e hoje, de camarote, posso dizer que, na maioria das vezes, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida. Sendo assim... Viva o "pé na bunda!" Beijos da Feia que estava com saudade!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fora "alicinhas"!

Nada (ou tudo) contra pessoas invejosas, afinal, cada pessoa é aquilo que é... Infelizmente, tem algumas pessoas que não se contentam em ser apenas "invejosinhas", daquele tipo que se rói de vontade de ser igual a Angelina Jolie, essas pessoas más, gostam mesmo de prejudicar os outros. Tarde dessas eu estava assistindo a novela O Clone, não que eu siga a novela, até porque o horário não é “auspicioso” e além do mais, foi uma novela que não gostei. Não apreciei o tema, a ambientação e principalmente, a maneira fantasiosa como o pobre povo marroquino foi retratado. Aquelas pessoas dançando por qualquer motivo e a qualquer hora, no maior clima de "pastelão", simplesmente me irritava. Mas entrei no assunto da novela para falar de uma personagem diabólica que figura por lá, a Alicinha, interpretada pela Cristiane Oliveira. A mulher é a maior figura! Traiçoeira, maledicente, venenosa e acima de tudo: Invejosa. A cobiça dela não tem limites, tudo que ela vê, ela quer e pior... não mede esforços para obter o que não é seu. Conseguir o bem ou posição alheia para ela é um troféu. Nota-se que assim que ela atinge o alvo, ela abandona o bem tão desejado, simples... é como se a a “coisa” tivesse perdido o encanto. Nem sempre o invejado é alvo por ter dinheiro, às vezes a cobiça é por amigos, status, cargo e beleza. Já fui, inúmeras vezes, alvo das invejosas de plantão, claro que não pela minha beleza e nem pelos meus olhos incrivelmente azuis... * muitos risos*, mas simplesmente pela minha alegria de viver. Isso mesmo. Tem gente que não pode ver ninguém feliz, de bem com a vida que quer logo acabar com a “festa”. E olha que eu nem tenho culpa de ser assim... "simpatiquinha". Sei que existem pessoas assim ao meu redor, seres que ficam à espreita de um erro ou de um deslize de quem quer que seja para lhe causar prejuízo, isso também é inveja. Estava lendo o Diário Eletrônico e em uma audiência criminal, o Juiz pergunta à testemunha se alguém poderia ter “armado” para a acusada, ao que ela responde: __ Não sei se armaram pra ela, mas na nossa rua ela tem muitos inimigos porque a casa dela é a maior e mais bonita, e por isso os vizinhos acham ela “metida”. Vejam só... os vizinhos a consideram uma “inimiga” porque a situação financeira dela é melhor que os demais... isso é inveja pura! Às vezes o invejoso vem disfarçado em pele de cordeiro, finge ser seu “amiguinho”, seu “camarada” para “colher” informações e poder te derrubar com mais facilidade. Tenho ficado muito “esperta” com as pessoas que me rodeiam e sempre que noto algo “sinistro” nesse sentido, pulo fora. Não vou dar chance para o azar. Já postei várias vezes sobre a inveja, mas agora vou mandar logo o recado: Quero bem longe de mim todas as “Alicinhas” que existirem no meu universo! Estão ouvindo??? Ou melhor... estão lendo?? Então... Sai de perto de mim com sua inveja, seu “olho gordo” e com sua ambição desmedida. Vade Retro! O que é meu o boi não lambe! Beijos da Feia para todos... menos para as invejosas, claro!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tem varinha mágica para "desaparecer" com pessoas e com os problemas que elas causam?

Estou um pouco, melhor dizendo, muito triste. Problemas... problemas e problemas. Não me abato e nem deixo que as pessoas percebam que estou tão “atolada” com minhas preocupações. Não é que eu queira camuflar ou “falsificar” emoções, mas também penso que, ninguém tem culpa das escolhas erradas e das coisas que eu deveria ter feito e não fiz. Todos nós somos unicamente responsáveis por nossos atos e o sofrimento das conseqüências deles, só cabe a nós. Não posso ficar chorando pelos cantos, lamentando, murmurando ou descontando nos outros meus infortúnios. Sou feliz, mesmo com as amarguras da vida. Sou alegre e gosto de dividir minhas alegrias, e às vezes, compartilho minhas tristezas com alguns, não com aquela dramaticidade que me é peculiar, mas com naturalidade, até porque encaro os desafios da vida com simplicidade. Vejo as dificuldades como obstáculos que somos obrigados a transpor e pronto. Ainda tenho muita dificuldade para aceitar a ingratidão e o desprezo, mas, como todo ser humano, sei que nos acostumamos com tudo, até com o que é muito ruim. Creio que estou pagando algumas coisinhas também, afinal, não sou e nunca fui santa. Acredito piamente na “tal” roda do retorno. Tudo bem que às vezes, acho que a “tal” rodinha exagera nas voltinhas, mas tudo bem... *risos*. Entendo ainda que, tem certas pessoas que nos ferem e nos machucam e que ainda assim temos que aceitar e digamos... “engolir”. Por quê? Simplesmente porque não temos como nos livrarmos delas. Não podemos expulsá-las do nosso convívio. Não existe uma varinha e nem palavrinhas mágicas que as façam desaparecer e tampouco os problemas que elas causam. Então... isso quer dizer que “somos obrigados” a suportá-las. Parece difícil, não é? E é. Mas não é impossível. Quando a “criatura” for da sua família, tipo: filho, irmão, pai, mãe e afins, sugiro que você lembre-se do amor. É ele que irá nortear o seu proceder. É esse amor que irá te aconselhar e te dar força para aceitar a pessoa como ela é, entender suas razões e mesmo que não consiga entender, aceitar que essa pessoa precisa de muito mais além da sua reprovação e críticas. Se “sumir” com pessoas fosse fácil, o mundo estaria cheio de “desaparecidos” e de “suspeitos”. Seríamos um exército de “goleiros Bruno” e pelo que temos acompanhado da história, teríamos mais problemas do que soluções. Fiquem bem.  Beijosssssssssssssss da Feia!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um mal em mim.

Tenho notado que em determinadas situações tenho tido um comportamento diferente do que o habitual. Tenho me sentido, ou melhor, me notado por muitas vezes mesquinha e egoísta. Sei que vou espantar alguns com esta afirmação, mas quando decidi escrever sobre comportamento, principalmente sobre o meu, optei pela sinceridade e pela análise profunda dos sentimentos e ações. Não quero me isentar de culpa, mas acho que tenho me deixado contaminar por pessoas que agem assim. Infelizmente, nós, seres humanos, estamos suscetíveis a contágios diversos, seja por bactérias, vírus, germes, bacilos e até por sentimentos bons ou perniciosos como a inveja, ganância, mesquinharia e outras “enfermidades” da alma que afligem os “simples mortais”. Sei que eu disse outras vezes que vigiaria para que isso não acontecesse, mas, considerando que sou uma simples mortal, não posso me culpar se a "perfeição" não me acompanha nas 24 horas do dia. Infelizmente a ciência ainda não conseguiu produzir vacina para as infestação desse tipo, mas podemos nos prevenir ou remediar, que é o que estou fazendo agora. Como percebi esse “mal” em mim, estou tentando consertar o que fiz de errado enquanto cometida pelo ataque da mesquinharia e prometendo a mim mesma, não me deixar contagiar novamente por sentimentos tão pequenos e desprezíveis. Dureza mesmo é quando temos essas atitudes e não as reconhecemos em nós, reparamos no vizinho, no colega, no amigo e na família, mas não admitimos a possibilidade de estarmos incorrendo no mesmo erro. Creio que a “cura” começa exatamente no reconhecimento da “doença” e na aceitação do tratamento, que na sua fórmula, entre outros “componentes”,encontra-se o mais importante: Uma grande e generosa dose de amor. Devemos ficar atentos para o seguinte detalhe do contágio de sentimentos: Assim como nos contagiamos com o mal, podemos ser contaminados pelo bem. Já vi pessoas serem "infestadas" pela generosidade, altruísmo, amabilidade e por um desejo incontrolável de ser útil, muitas delas descobrindo, inclusive, o voluntariado como uma nova forma de viver feliz. Beijos e desejo que, se você tiver na rota de contaminação, que seja única e exclusivamente pelos vírus do bem.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Morte: Mais democrática impossível!!!

Um dia desses, (gosto de deixar a data aberta, assim tenho uma sensação de eternidade) recebi uma mensagem de texto por telefone que dizia apenas: O Théo foi embora. Se tivesse recebido esse sms de qualquer outra pessoa, talvez pensasse: Foi para onde? Porque? Mas como já sabia do que se tratava, sabia perfeitamente o que a mensagem queria dizer. Meus amigos de Paranaguá estão passando por uma dura provação de percas importantes. O Jhony, irmão da minha amiga Lis “partiu” há uns 2 anos, semana passada foi seu outro irmão, o Zéco e agora foi seu sobrinho de apenas 13 anos o Théo, que vem a ser filho do Jhony. Falei com ela e confesso que as palavras me faltaram. O que dizer nessas horas? O que oferecer além da amizade? Como confortar uma pessoa que perde três pessoas tão queridas em tão pouco tempo? Fiquei horas pensando sobre o assunto. Pensei muito na inexorável força da morte e do quanto somos impotentes diante dela. Mas pensando bem, acho que ela não é tão má, sendo certamente a coisa mais democrática do mundo, tanto que não olha cor, idade, sexo e principalmente poder aquisitivo. Ainda bem... já pensou se a morte fosse decidida por algum ser humano? Certamente que teríamos alguns privilegiados que viveriam quase para sempre, só partindo mesmo quando não lhe sobrasse mais nenhum centavo para “gastar” pela vida e em contrapartida outros que, nem bem abririam os olhos e já estariam na cidade “dos pés juntos”. Para a fatídica e muitas vezes bondosa morte, não existe o bom e o mal, fenecem os extremamente generosos e os maleficamente maus. Imagine você que me lê, se ao invés da escolha seletiva da senhora morte, quem deliberasse sobre qual pessoa iria “bater as botas” ou não, fosse um simples mortal, e supomos que, por infelicidade do destino esse “selecionador” já tivesse sido assaltado umas 3 ou 4 vezes... ou... pior... se fosse o próprio assaltante ou uma pessoa odiosa e repugnante. Pense nas hipóteses e tente adivinhar que caos seria. Sei que Deus na sua infinita sabedoria e justiça não permitiria que isso acontecesse, mas por vezes nos fazemos a seguinte pergunta: Porque o Théo foi embora se ele só tinha 13 anos, era bom, amável e generoso? Porque há tantos criminosos e bandidos com conseguem uma vida longeva, uns chegando até mais de 90 anos? Infelizmente não tenho a resposta e pra dizer a verdade, nem sei quem a tem com completa razão. O que sei é que o Théo foi embora, assim como a minha amada amiga Jê, o Jhony, minha eterna cunhada e “irmãzinha” Regina, o Zéco, meu avô, minha tia Clara e tantas outras pessoas que eu queria tão bem. Claury, Lis, Ariane e toda família Jesus, não fiquem tristes, vamos imaginar que o Jhony, Zéco e o Théo agora estão juntos, conversando, brincando, fazendo música e que tiveram um feliz encontro com todos aqueles da família Jesus que já os aguardavam com ansiedade. Pensemos também que, logo, espero que não tão logo assim, estaremos por lá, fazendo aquela grande reunião festiva que fazíamos nos tempos do “Pão e Vinho”, lembram?? Pois é... bola pra frente que atrás vem gente e já veio... a netinha do Tinco, os filhotinhos da Bel e da Ise e tantos outros que estão na “linha de produção”, esperando o momento certo de chegar e alegrar os nossos dias. Não sintamos "raiva" da morte, é o seu ofício, a sua missão e olha que muitas vezes, ela é mais desejada do que a própria vida... mas isso é um papo para outra postage. Beijos e celebremos com alegria então, a alta rotatividade da vida!