
Particularmente particular...e o que é particular? Na verdade, sempre somos "públicos". Venha... Entre sem cerimônias. Junte-se a esta que não é tão feia, nem tão pobre e nem tão burra e que deu esse nome ao blog justamente para criticar os padrões impostos pela sociedade hipócrita em que vivemos. Aqui podemos falar sobre o que você quiser e até nos tornarmos amigos (as). Aviso: Sem envolvimento emocional ou financeiro!*risos* Bem vindo(a) ao meu pequeno grande mundo. Lu de Oliveira
terça-feira, 30 de junho de 2009
Uma Certa Felicidade

domingo, 28 de junho de 2009
"Não Consigo" e "Falta Pouco"

domingo, 21 de junho de 2009
Poesias Para a Alma

Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
1931
********************
Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, 'stou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!
1931
**********************
Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
1934
*********************
Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou.
Extensão parada
Sem nada a estar ali,
Areia peneirada
Vou dar-lhe a ferroada
Da vida que vivi.
[...]
1935
terça-feira, 16 de junho de 2009
Saudosismo ou Conformismo?
Querido... Agradeço por ter permitido a publicação na íntegra, saiba que, sempre que tiver delícias como essa, o espaço está garantido do Blog da Feia... *risos
(Há muitas moradas na casa de meu PAI...)
Não sei como começar. As palavras se embaralham, mas o cérebro está em ebulição.
Só queria falar dos “tempos bons” da nossa juventude.
Não me lembro de adolescentes, ou era menino, moço ou homem formado.
Íamos todos à escola uniformizados, limpinhos, com nossos cadernos brochura, a cartilha, os lápis preto e coloridos, a caneta tinteiro e o embornau com lanche preparado pela mãe.
Os professores eram autoridades respeitadíssimas. Muitos davam aulas de terno e gravata.
Quem estudou no grupo escolar deve se lembrar bem. Os cuidados da mestra ou mestre em pegar na mão do aluno para ensinar-lhes as primeiras letras. E as revistas (inspeções) semanais de unhas e orelhas? Ai de quem as tivesse sujas. Muitas vezes levava-se uma reguada daquelas e ninguém morria por isso. Não havia ECA nem Conselho Tutelar para reclamar, mas os pais apoiavam a escola.
Hoje quem morreu foi a educação em todos os níveis. Professores agredidos e agressivos; bate-boca entre os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Falta de respeito, então...
Tempos bons aqueles em que podíamos freqüentar sem medo os bailinhos nos salões da cidade, as famosas matinês dançantes de domingo à tarde, os bailes e festas na roça, normalmente quando havia algum casamento.
Todos eram bem vindos. Dançava-se ao som da sanfona e do pandeiro, sob o olhar zeloso dos pais das moçoilas.
E os parques de diversões, com suas rodas gigantes, tiro ao alvo e pescaria?
Meu Deus como era gostoso freqüentá-los. O serviço de alto falantes tocando todos os tipos de música e sempre com algum recadinho ou mensagens de alguém, que terminavam em namoros ou grandes amizades. Tipo:
_ ... E agora ouviremos Cascatinha e Inhana com a música Índia. Música esta que o rapaz de camisa xadrez azul oferece para a moreninha de tranças e vestido rosa, com provas de muito amor e carinho.”
Como era bom ver a reação da mocinha para saber se seria correspondido ou não. O coração vinha à boca.
Respeito era palavra de ordem. O que o professor falava era regra e não exceção como hoje.
Cantávamos o hino nacional, sabíamos quais os símbolos da pátria. O presidente da República era “Vossa Excelência”. Os eleitores paulistas dividiam-se entre janistas e ademaristas...
Existiam críticas aos políticos, mas dentro de uma normalidade e não escancarada como nos dias atuais.
Professor era professor, aluno era aluno. Cada um sabia o seu lugar e o respeito ao diretor da escola era incontestável.
Escola era lugar de aprender.
A primeira professora era inesquecível. “Aprendi a ler e a escrever com dona Elza!”
Hoje o aluno, às vezes não sabe nem direito qual o seu professor, pois o mesmo vive correndo de escola em escola para sobreviver.
A vida hodierna virou uma correria estressante.
Se não pararmos para tomarmos medidas corretas e recolocarmos a educação de nossos jovens nos trilhos certos, perderemos os nossos jovens para sempre.
Fazer um paralelo entre o passado e o presente sei que é puro saudosismo, pois os tempos e os valores são outros.
Mas não dá para esquecer como era bom.
“Pamonha; bolo de milho; pé-de-moleque; paçoquinha; arroz doce; o grupo escolar; as brincadeiras de roda no terreiro de café; passar anel; Santo Antonio e São João; banhos no córrego, as cartilhas Sodré e Caminho Suave; a tabuada e as aulas de desenho; o avô escutando a Voz do Brasil (e ninguém atrapalhava); Jerônimo o herói do sertão; Balança, mas não cai (o Zé Trindade no rádio era impagável); o ditado e as composições sobre gravuras; as matinês no cinema com seus seriados imperdíveis; o “footing” na pracinha depois da missa...”
Mas hoje é muito melhor: TV a cabo; internet; lap top, apostilas; aulas virtuais; o bulliyng; as viagens; o shopping; MSN, Orkut...
Será?????????
Tem horas que acho que o professor Luiz tem razão quando diz: “deviam soltar umas bombas neste mundo e começar tudo de novo para ver se fica bom!”
Professor Sebastião Grégio - e-mail coopgregio@gmail.com
http://www.coopem-mirassol.com.br/
http://www.folhademirassol.com.br/modules/news/article.php?storyid=649
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Coragem Para Ser Feliz

PS.: Ah... Já ia esquecendo... O ex marido da minha amiga está muito feliz também, aliás, ele já tinha uma namorada há anos e o que não tinha era coragem de romper com minha amiga e ir ser feliz com a outra. Hoje ele e minha amiga são amigos e ele eternamente grato por ela ter sido a corajosa da história.
1 - Pitiú – palavra do vocabulário regional, de origem indígena, usada para designar odor forte.
domingo, 7 de junho de 2009
O Homem da Boca Rota

Conheço uma figura que não existe... aliás... existe sim e infelizmente, igual a ela, existem aos montes por aí. Uma pessoa homem que, tem coragem de falar o nome das mulheres com quem já ficou, leia-se transou. Isso mesmo... Podre ao ponto de dizer: Aquela? Já! Aquela outra? Já! Nossa... Vamos avaliar a situação: A pessoa não tem um mínimo de respeito à figura da mulher e o que fiquei pensando é... como pode uma mulher, sabendo que o homem é desse jeito ter coragem de se entregar a ele? E não me venha falar que é amor, não... porque se assim fosse, ele estaria com qualquer uma delas. Certamente, a maioria são desavisadas. Penso que, quando o homem faz esse tipo de comentários, certamente não pensa nele e muito menos nelas. Não olha a mulher como um ser humano, mas simplesmente como um “depósito de líquido” expressão usada por um colega meu. Não vejo o mínimo sentimento em uma pessoa com esse detestável hábito, ou melhor, mal hábito. Nós mulheres, lutamos e trabalhamos muito para adquirir o respeito dos homens e daí, chega uma pessoa que, se achando o último biscoito recheado do pacote ou a última coca cola do deserto, coloca as mulheres em uma posição tão degradante e humilhante. O HOMEM DE VERDADE é gentil, carinhoso, educado e discreto. O verdadeiro homem, aquele que as mulheres querem ter ao seu lado para sempre, ou... na sua cama por minutos é educado ao ponto de respeitá-la e não falar com quem fez e o que fez nas quatro paredes. Se o homem gosta de ser assim, deveria procurar apenas aquelas mulheres que tem o sexo como profissão, porque assim ele poderia falar seus nomes, o que fez e quanto pagou, sabendo que ainda assim, estaria sendo totalmente indelicado, porque até as profissionais do sexo, merecem o respeito de qualquer homem de bem. Quando o homem age dessa maneira, mostra que, por mais que o ser humano evolua, muitos não conseguem alcançar esse movimento evolutivo e ficam para trás. Pessoas assim crescem na vida profissional, estudam, adquirem conhecimentos relevantes, mas não conseguem ter a mente elevada e o coração puro e digno. Só posso dizer que, sinto muito pelas coitadas das mulheres que, sem saber dessa “qualidade” do cidadão caíram na sua cama, se "lambuzando nojentamente" com alguém tão repugnante e que, se isso fosse comigo e depois eu descobrisse que a “criatura” era assim, iria tomar 500 banhos com água sanitária misturada com ácido muriático e pedir desculpas ao meu “corpitcho” por tê-lo entregue a qualquer um, sem olhar antes seu “currículo de inescrupuloso". Mas, na verdade, sinto principalmente por ele, porque acredito piamente nas leis que regem o universo, principalmente na máxima que: o que fazemos nos retorna e a volta é triste, porque ao fazermos mal para dez pessoas, uma de cada vez, receberemos o mal na mesma proporção, ou seja, na grandeza do mal e na quantidade de pessoas que atingimos. Entendeu? Eu sei que sim. Então é isso. Essa é a postagem do dia de hoje e tem uma dica: se você é mulher, reveja com quem se deita, tente analisar para quem você entrega momentos valiosos de prazer e se você é homem, seja HOMEM DE VERDADE, preservando a identidade das suas parceiras.
Beijo Lindo da Feia.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Tentando Melhorar o Blog

Delicie-se com a letra...
Tudo Vira Bosta Rita Lee
Composição: Moacyr Franco e Rita Lee
O ovo frito, o caviar e o cozido
A buchada e o cabrito
O cinzento e o colorido
A ditadura e o oprimido
O prometido e não cumprido
E o programa do partido
Tudo vira bosta...
O vinho branco, a cachaça, o chope escuro
O herói e o dedo-duro
O grafite lá no muro
Seu cartão e seu seguro
Quem cobrou ou pagou juro
Meu passado e meu futuro
Tudo vira bosta...
(Refrão)
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...
Filé 'minhão', 'champinhão', 'Don Perrinhão'
Salsichão, arroz, feijão
Mulçumano e cristão
A Mercedes e o Fuscão
A patroa do patrão
Meu salário e meu tesão
Tudo vira bosta...
O pão-de-ló, brevidade da vovó
O fondue, o mocotó
Pavaroti, Xororó
Minha Eguinha Pocotó
Ninguém vai escapar do pó
Sua boca e seu loló
Tudo vira bosta...
(Refrão 2x)
A rabada, o tutu, o frango assado
O jiló e o quiabo
Prostituta e deputado
A virtude e o pecado
Esse governo e o passado
Vai você que eu 'tô cansado'
Tudo vira bosta...
(Refrão 2x)