quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Passeio na Cachoeira * Com Fotos*

Como é bom ter coisas para contar. Sejam elas alegres ou tristes. Como diria o Rei Roberto: “O importante é que emoções eu vivi...” Então... O passeio na Cachoeira de Santo Antonio (06/09), foi simplesmente maravilhoso! Estava tudo muito perfeito: o meu dono, os filhos TPM (Thiago, Paulo e Marcos), a “futura (??) nora Jessica”, os amiguinhos Ted e Ribamar, as amiguinhas Cris, o gato Jeferson, a Sirley com o maridão e as 3 meninas mais gatas do barco e a minha irmã gêmea Moni, tão idêntica a mim que até nós duas nos confundimos sobre quem é quem. Fizemos tudo que foi possível para que o passeio fosse bem tradicional ou muito especial. A Moni levou o livro da Danuza Leão, dizendo ela que seria necessário para que tivéssemos etiqueta durante o passeio. Não sei de onde ela tirou que alguém poderia precisar de etiqueta e regras no nosso passeio, resumindo... abandonamos o tal livro que foi imediatamente adotado pelo Ted que se descobriu amigo de infância da Danuza. Eu preparei uma deliciosa e “típica farofa de frango”, item indispensável nesse tipo de passeio. A Moni achou que a “coisa” tinha que ser o mais real possível, então levou uma lata de Leite Ninho, porque segundo ela, farofeiro que se preza, carrega a farofa na lata de leite e bem prensada. *risos*. Penso eu que devia ser uma tática de provocação dos antigos que consiste em, abrir a lata quando as pessoas menos esperam e espalhar o aroma da iguaria pelo ar, deixando todos com água na boca. Na verdade, levamos nosso “farnel” porque a cachoeira, felizmente, ainda é um local rústico e inexplorado comercialmente. Graças a Deus ainda não tem por lá aquelas barracas de cachorro quente, das malditas batatas fritas, hambúrgueres gordurosos ou “espetinhos de gato”. No barco tinha até um DJ, que tocava do famigerado brega ao insuportável funk do créu, na verdade, quando as pessoas estão bebendo e dançando, o ritmo e a letra é o que menos importa, nada como umas latas de cerveja para entorpecer ouvidos e mentes. Moni disse que Paulo Freire reviraria no caixão se a visse rebolando ao som do tecno brega, ora irmã, talvez até o pobre do Paulo Freire, se vivo fosse e estivesse no barco, se juntaria a essa turma de professores, pedagogos, anônimos, conhecidos, e a essa humilde servidora do judiciário e se arriscaria balançar seu corpo ao som do carimbó, que tocou algumas vezes, bom, pelo menos esse, é um ritmo típico e cultural da região. Vi muitas quedas de água e de corpos. Muitas pessoas caíram e se machucaram, inclusive essa que vos escreve, na verdade eu nem caí, “enfiei” o pé entre duas pedras: no meio do caminho tinha uma pedra, uma não... duas! Não houve ferimento externo, mas meu joelho deu sinal de vida de novo e me lembrou que existe, juntamente com todos os ligamentos que o acompanham. Vim para Macapá no dia 07, feriado, e fui à Unimed, o ortopedista, Dr. Rassi, na hora mandou “engessar” minha “linda” perna da altura da coxa até canela. Hum. Não gostei! Ou melhor: ODIEI! Mas como é para o meu bem... Ta bom, eu aceito! Fiquei triste porque esse incidente me deixa fora da minha rotina, ta... você vai dizer: mas a rotina é estressante e eu imediatamente retruco: a rotina é um mal necessário! Mas voltemos ao passeio: Não vejo a hora de estar bem, totalmente recuperada para voltar àquele lugar maravilhoso. Fiquei encantada, inebriada, extasiada com o que vi!! Hoje estava relembrando toda aquela beleza e imediatamente lembrei-me de agradecer a Deus. Como somos pequenos, além de não sermos reconhecedores da benignidade de Deus em nos conceder a natureza, ainda fazemos o “desfavor” de não preservar, a maior prova disso tive por lá mesmo ao ver que, a maioria das pessoas jogava seu lixo no meio de toda aquela exuberância sem se incomodar com o meio ambiente. Aos poucos, latas de cerveja, garrafas pets, embalagens de alimentos e sacolas plásticas, iam se integrando à paisagem, deixando tudo com uma cara de “O Homem Passou Aqui”, e, a julgar pelo tempo que esses resíduos levarão para se decompor, por muitos e muitos anos a passagem dessas “personas non gratas” ficará registrada naquele local. Lembrando que, a natureza fica muda, mas no momento oportuno ela dá sua resposta.
Falemos novamente do barco: eu nunca havia feito uma viagem nos moldes do povo amazônida, adorei as redes penduradas lado a lado, as pessoas todas “juntas e misturadas” num único local. A pessoa que prende e o que é preso, os que ensinam e os que são ensinados, os evangélicos “santos” e os mundanos “pecadores”, as boas esposas e as amantes mais que boas: todos dividindo o mesmo espaço democraticamente. Isso sim é Fantástico!
Quero que você veja as fotos da minha família, dos meus amigos, na natureza, do barco, enfim... do passeio e depois me diga se você não ficou morrendo de inveja. Vou aproveitar os dias “de molho” para, ler, pintar e escrever mais pra você. Na próxima postagem fotos da pernoca engessada, do Balneário Sombra da Mata e mais fotos da cachoeira. Um grande beijo da Feia.
Saindo de Laranjal do Jari

Monte Dourado
Paisagem pelo caminho
Olha que maravilha de solidão!

Sirley, Cris, Moni, Ted e euzinha

Eu, Ribamar, Ted (com a Danuza nas mãos) e Jeferson

Olha a família aí... "norinha", Thiago, o dono da Feia, a própria, Marcos e Paulo

Euzinha, Moni e Cris com a "latinha" abrindo os trabalhos
Moni, eu, Ted, Cris e no fundão o dono da Lu e o Rapinha

Olha as redes: que espetáculo de cores

Provando da farofa (hummmm.....tava uma "diliça")

Achei linda essa casinha perdida no meio da natureza

Vilarejo Vila Nova
Olha essa aparência de paz e tranquilidade

Vila Nova

Finalmente: Chegamos na Cachoeira Santo Antonio







Na próxima postagem tem mais... Beijosssss

6 comentários:

Anônimo disse...

Adorei, amei as fotos, o lugar, tudo. Se tiver a oportunidade, quero ir lá. Parabéns pelo blog, tá demais! Leio tudo q vc escreve. Vou acabar virando sua fã...hehehehehehehehe

Anônimo disse...

Que coisa de louco é essa lata de leite...kkkk gostei da sua irmã gêmea, voces são idênticas mesmo..hauhuahuahuauuuahua
Bernardo - SP

Anônimo disse...

Lugar SHOW. Coloca mais fotos. Gostei muito do texto. Bem divertido.
Ana Sibele / São José dos Campos

Anônimo disse...

É tudo muito lindo, já tive esta oportunidade também, na próxima estaremos juntas na foto.
Help - Maringá-PR

Noêmia disse...

Esse passeio realmente é muito gostoso de se fazer. Mas voce precisa voltar lá quando a cachoeira estiver seca, quando você conseguir subir ali onde viu aquelas monstras quedas com bilhões de litros por minuto descendo, tendo apenas pequenos filetes de água.....ai lhe digo....ficarás mais encantada com a nossa natureza como ela se modifica.

Noêmia disse...

Esse passeio realmente é muito gostoso de se fazer. Mas voce precisa voltar lá quando a cachoeira estiver seca, quando você conseguir subir ali onde viu aquelas monstras quedas com bilhões de litros por minuto descendo, tendo apenas pequenos filetes de água.....ai lhe digo....ficarás mais encantada com a nossa natureza como ela se modifica.